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Entrevistas

Ricardo Quaresma - 16/09/2002
Marius Niculae - 28/10/2002
Rodrigo Tello - 12/11/2002
Rolão Preto - 01/12/2002

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A HISTÓRIA DO GOLEADOR QUE "MORA" EM ALVALADE - Carlos Saleiro nunca precisará de dizer que é "sportinguista desde pequenino". O momento do nascimento do jovem ponta-de-lança do Sporting, no dia 25 de Fevereiro de 1986, ficou registado para a história de Portugal por ter sido o primeiro bebé a nascer por inseminação artificial no nosso país. E nessa altura, quando entrevistado pela RTP, o seu pai, Carlos, disse às câmaras: "Correu tudo bem e vai ser sócio do Sporting e da Juventude Leonina."
Mal sabia o pai babado que o seu rebento não só seria sócio dos leões mas, 17 anos volvidos, um dos mais prometedores valores da "cantera" verde e branca.
A afinidade com o clube não poderia ser mais estreita. "Em casa todos os seis somos sportinguistas e só as duas senhoras é que não são sócias", revela a mãe, Alda. As ligações ao clube, todavia, não passam somente pelo coração, mas também pela vizinhança, pois Carlos Saleiro cresceu na zona do Lumiar, paredes meias com o José Alvalade.
A história deste jovem talento nasce através de um acidente. Se não fosse pelo empenho de um amigo próximo, talvez Carlos nunca tivesse vestido a camisola do Sporting... ou de qualquer outro clube.
"Fui uma vez aos treinos de captação e não fiquei. Anos mais tarde, um amigo que já jogava lá veio buscar-me a casa para eu experimentar. Mas não queria, chorei e tudo", lembra o avançado do Sporting e da Selecção de sub-17.
Mas, desta vez, Saleiro ficou. Um facto que surpreendeu a sua mãe. "Na altura, não me passava pela cabeça que ele tivesse jeito para o futebol", confessa.
Timidez. Convidado a descrever-se, Carlos Saleiro realça as suas qualidades: "Sou um goleador, rápido e dotado de boa técnica." Quanto aos aspectos que precisa de melhorar, o ponta-de-lança confessa: "Preciso de mais 'raça'."
Talvez não seja uma questão de 'raça', mas de timidez, conforme explica quem o conhece melhor, a sua mãe: "O Carlos tem uma personalidade muito forte, é um rapaz pacato, até um pouco tímido." E Carlos também o reconhece. "Sim, sou tímido, mas dentro do campo sou um pouco menos."
O princípio foi com um leão... de peluche
Nasceu sócio, mas o primeiro sinal de sportinguismo de Carlos Saleiro surgiu apenas aos quatro anos de idade. Um amigo da família ofereceu-lhe um gigantesco leão de peluche. A reacção de Carlos, relembrada pela mãe, foi singular: "Saltou para cima do leão a dar-lhe pontapés e a gritar 'golo do Paulinho Cascavel'."
Carlos Saleiro por quem o conhece (Luís Martins, treinador dos juniores)
É um futebolista cuja evolução - notória, diga-se de passagem - tem vindo a verificar-se desde muito cedo. Possui grandes qualidades, nomeadamente no que se refere à capacidade de finalização, jogando bastante bem de cabeça. Quando era mais novo sentia algumas dificuldades em termos de mobilidade e posicionamento táctico, mas vem registando grandes melhoras nesse capítulo
Futebol sempre até na escola
Carlos Saleiro está a chegar ao momento das decisões na sua carreira. Aos 17 anos de idade, as chamadas à Selecção Nacional e as cada vez maiores exigências de uma carreira de futebolista que começa a desenhar-se já têm os seus custos, como o "chumbo" no 10º ano de escolaridade.
No entanto, o ponta-de-lança já assume que só pensa no futebol: "Só penso nisso. E até na escola isso é um factor, por isso é que escolhi a área de Desporto, já a pensar em, um dia mais tarde, continuar ligado ao futebol, como treinador, por exemplo."
Fã de Raúl e de Pauleta
É lógico que um goleador seja admirador de jogadores com as mesmas características. Assim, Carlos Saleiro é grande admirador do português Pauleta e do espanhol Raúl Gonzalez. Quanto aos clubes favoritos - os estrangeiros é claro -, o rapaz que já nasceu sportinguista não tem dúvidas: "O Real Madrid e o Barcelona, os maiores do Mundo." Escolhas que reflectem as suas preferências pelo futebol que se pratica no país vizinho e que Saleiro admite ser aquele "com que mais se identifica."
REDE GLOBO VISITOU NOVA CASA DO LEÃO - Uma equipa de reportagem da estação televisiva da Rede Globo visitou ontem o José Alvalade, realizando um trabalho sobre aquele que será o palco de cinco jogos do Europeu.
A reportagem irá passar numa rubrica denominada "Me leva Portugal", inserida no programa "Fantástico", a transmitir no GNT - por volta das duas horas da manhã -, em finais de Setembro ou princípios de Outubro.
Maurício Kubrusky, repórter da Rede Globo - que fazia equipa composta também pelo operador de câmara Bartolomeu Clemente e o produtor Fernando Lupo -, confessou-se impressionado com a imponência do recinto leonino. "O facto de o Euro- -2004 se realizar em Portugal fez-nos atravessar o Atlântico. O estádio do Sporting foi o único a merecer uma reportagem, não só por estar concluído mas também por ser uma infra-estrutura grandiosa", disse Maurício Kubrusky, acrescentando: "Estou maravilhado! Além de ser impressionante pela beleza, torna-se mais bonito porque tem as cores do meu país, o verde e o amarelo. Se um dia o 'escrete' aqui jogar, sentir-se-á em casa."








 
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