|
|
A
HISTÓRIA DO GOLEADOR QUE "MORA" EM
ALVALADE - Carlos Saleiro
nunca precisará de dizer que é "sportinguista
desde pequenino". O momento do nascimento do
jovem ponta-de-lança do Sporting, no dia 25
de Fevereiro de 1986, ficou registado para a história
de Portugal por ter sido o primeiro bebé a
nascer por inseminação artificial no
nosso país. E nessa altura, quando entrevistado
pela RTP, o seu pai, Carlos, disse às câmaras:
"Correu tudo bem e vai ser sócio do Sporting
e da Juventude Leonina."
Mal
sabia o pai babado que o seu rebento não só
seria sócio dos leões mas, 17 anos volvidos,
um dos mais prometedores valores da "cantera"
verde e branca.
A
afinidade com o clube não poderia ser mais
estreita. "Em casa todos os seis somos sportinguistas
e só as duas senhoras é que não
são sócias", revela a mãe,
Alda. As ligações ao clube, todavia,
não passam somente pelo coração,
mas também pela vizinhança, pois Carlos
Saleiro cresceu na zona do Lumiar, paredes meias com
o José Alvalade.
A
história deste jovem talento nasce através
de um acidente. Se não fosse pelo empenho de
um amigo próximo, talvez Carlos nunca tivesse
vestido a camisola do Sporting... ou de qualquer outro
clube.
"Fui
uma vez aos treinos de captação e não
fiquei. Anos mais tarde, um amigo que já jogava
lá veio buscar-me a casa para eu experimentar.
Mas não queria, chorei e tudo", lembra
o avançado do Sporting e da Selecção
de sub-17.
Mas, desta vez, Saleiro ficou. Um facto que surpreendeu
a sua mãe. "Na altura, não me passava
pela cabeça que ele tivesse jeito para o futebol",
confessa.
Timidez. Convidado a descrever-se, Carlos Saleiro
realça as suas qualidades: "Sou um goleador,
rápido e dotado de boa técnica."
Quanto aos aspectos que precisa de melhorar, o ponta-de-lança
confessa: "Preciso de mais 'raça'."
Talvez não seja uma questão de 'raça',
mas de timidez, conforme explica quem o conhece melhor,
a sua mãe: "O Carlos tem uma personalidade
muito forte, é um rapaz pacato, até
um pouco tímido." E Carlos também
o reconhece. "Sim, sou tímido, mas dentro
do campo sou um pouco menos."
O princípio foi com um leão...
de peluche
Nasceu sócio, mas o primeiro sinal
de sportinguismo de Carlos Saleiro surgiu apenas aos
quatro anos de idade. Um amigo da família ofereceu-lhe
um gigantesco leão de peluche. A reacção
de Carlos, relembrada pela mãe, foi singular:
"Saltou para cima do leão a dar-lhe pontapés
e a gritar 'golo do Paulinho Cascavel'."
Carlos Saleiro por quem o conhece (Luís
Martins, treinador dos juniores)
É um futebolista cuja evolução
- notória, diga-se de passagem - tem vindo
a verificar-se desde muito cedo. Possui grandes qualidades,
nomeadamente no que se refere à capacidade
de finalização, jogando bastante bem
de cabeça. Quando era mais novo sentia algumas
dificuldades em termos de mobilidade e posicionamento
táctico, mas vem registando grandes melhoras
nesse capítulo
Futebol sempre até na escola
Carlos Saleiro está a chegar ao momento
das decisões na sua carreira. Aos 17 anos de
idade, as chamadas à Selecção
Nacional e as cada vez maiores exigências de
uma carreira de futebolista que começa a desenhar-se
já têm os seus custos, como o "chumbo"
no 10º ano de escolaridade.
No entanto, o ponta-de-lança já assume
que só pensa no futebol: "Só penso
nisso. E até na escola isso é um factor,
por isso é que escolhi a área de Desporto,
já a pensar em, um dia mais tarde, continuar
ligado ao futebol, como treinador, por exemplo."
Fã de Raúl e de Pauleta
É
lógico que um goleador seja admirador de jogadores
com as mesmas características. Assim, Carlos
Saleiro é grande admirador do português
Pauleta e do espanhol Raúl Gonzalez. Quanto
aos clubes favoritos - os estrangeiros é claro
-, o rapaz que já nasceu sportinguista não
tem dúvidas: "O Real Madrid e o Barcelona,
os maiores do Mundo." Escolhas que reflectem
as suas preferências pelo futebol que se pratica
no país vizinho e que Saleiro admite ser aquele
"com que mais se identifica." |
|
|
REDE
GLOBO VISITOU NOVA CASA DO LEÃO - Uma
equipa de reportagem da estação televisiva
da Rede Globo visitou ontem o José Alvalade,
realizando um trabalho sobre aquele que será
o palco de cinco jogos do Europeu.
A reportagem irá passar numa rubrica denominada
"Me leva Portugal", inserida no programa
"Fantástico", a transmitir no GNT
- por volta das duas horas da manhã -, em finais
de Setembro ou princípios de Outubro.
Maurício Kubrusky, repórter da Rede
Globo - que fazia equipa composta também pelo
operador de câmara Bartolomeu Clemente e o produtor
Fernando Lupo -, confessou-se impressionado com a
imponência do recinto leonino. "O facto
de o Euro- -2004 se realizar em Portugal fez-nos atravessar
o Atlântico. O estádio do Sporting foi
o único a merecer uma reportagem, não
só por estar concluído mas também
por ser uma infra-estrutura grandiosa", disse
Maurício Kubrusky, acrescentando: "Estou
maravilhado! Além de ser impressionante pela
beleza, torna-se mais bonito porque tem as cores do
meu país, o verde e o amarelo. Se um dia o
'escrete' aqui jogar, sentir-se-á em casa." |